Uma observação pertinente de Salvador da Cunha em um dos seus primeiros artigos publicados no blogue Food for Tought era que <<os blogs de comunicação repetem-se muito uns aos outros e todos opinam sobre o mesmo tema>>. De facto, até verificarmos a participação de um maior número de consultoras de comunicação e seus intervenientes na blogosfera víamos muita repetição.
Acho que tal pode ser explicado pelas poucas experiências que eram partilhadas, por quase nenhuma discussão criada e, principalmente, pela ocorrência de muitos estudos e re-publicações de teorias e ideias vindas de outros países. Com efeito nas últimas semanas têm-se observado por força de provocações explícitas, ou não, a criação de discussões muito pertinentes a respeito do tema comunicação.
Quase que simultâneamente Paulo Querido, no Certamente!, e o próprio Salvador da Cunha começaram duas discussões interessantíssimas. O primeiro tentou conhecer a definição sobre as diferenças da publicidade e da comunicação. Já o segundo atentou às liberdades de expressão e sua importância. E os comentários e artigos que tais blogues iniciaram são de extrema importância. Algumas das réplicas sobre o assunto comunicação X publicidade que valem a leitura, além dos comentários nas próprias entradas, são os textos de Marco Santos, no Bitaites; a resposta de Bruno Amaral, no Relações Públicas; e a contribuição de Carlos Teixeira, no Fractura.net.
Também algumas das experiências das consultoras estão a ser publicadas como, as duas entradas com os ideais aplicados aos recursos humanos da YoungNetwork e a série de quatro artigos (I, II, III, IV) sobre a experiência dos colaboradores da LPM que têm menos de 30 anos. Isto porque, estes artigos dão-nos uma melhor visão da filosofia e ambiente em cada uma das empresas.
Aqui no Noticiare, Paulo Querido, comentou que as consultoras de comunicação chegaram à blogosfera com um atraso de cinco anos. Mas estas primeiras semanas parecem-me promissoras se tal partilha e fomento de novas e pertinentes discussões continuar. E acredito que os blogues das consultoras podem e devem patrocinar iniciativas de troca de experiências e pontos de vista com tais discussões porque isto só contribui para o desenvolvimento do mercado.
Resta apenas saber quais os assuntos que mais buzz irão causar porque as discussões filosóficas sobre a comunicação também podem ser muito teóricas e repetitivas. Há que se descobrir e descodificar as aplicações práticas que podem aperfeiçoar as intervenções das consultoras para o futuro do sector em Portugal. Por enquanto, que continuem as boas discussões nas caixas de comentários e pela blogosfera!




