A PRÁTICA ASSERTIVA NA WEBSOCIAL*

Sim, a websocial é apenas mais uma ferramenta ou plataforma para a comunicação, mas diariamente encontramos muitos pequenos negócios a actuar de forma errada, apresentando más práticas, como por exemplo, perfis no Facebook ao invés de páginas, ou perfis de Twitter sem a mínima monitorização.

No caso dos pequenos negócios é normal esta prática onde, geralmente, o fazem à experiência e pelo ouvir falar que é eficiente, principalmente no Facebook. Mas no caso de grandes marcas e empresas essa prática, num repetir dos mesmos erros é simplesmente inadmissível! É muita falta de responsabilidade – é assinar o atestado de incompetência. É inadmissível errar agora. Dizer que não sabia.

Esta incompetência existe simplesmente porque as agências e consultores acham que a websocial é uma grande novidade mas não passa de notícia velha. Estes erros que se repetem marca após marca, má prática após má prática, são apenas espelhos do atraso no desenvolvimento da área em Portugal.

E agora perguntam-se qual o porquê deste atraso? Porque os ‘Velhos do Restelo’ descobriram agora a pólvora e não a sabem utilizar. A websocial não é novidade. É apenas novidade para quem não conhece. E estes senhores que desconhecem por completo as práticas e casos de sucesso em websocial vendem o peixe como se fosse a maior inovação e como se fossem os maiores especialistas na área.

As grandes empresas e marcas que querem agarrar a boleia da novidade e de serviços, a pequenos valores e muito compensadores (porque esta é a noção geral sobre as estratégias em comunicação e publicidade para a websocial) compram a ilusão apresentada por estes profissionais e agências que fingem que sabem alguma coisa.

Aquilo de que se esquecem é justamente que a websocial não é o futuro mas sim o presente, já com um pé no passado. A velocidade das coisas mudou. As novidades vão e vem mais rápido. Os ‘velhos’ não se aprimoram. ‘Burro velho não sabe línguas’.

São já alguns os profissionais com pelos menos três anos de experiência na websocial. Há três anos que alguns estão interessados em aprender, conhecer e entender como podem fazer funcionar. Já aprenderam e muito com o erro dos outros.

Também alguns dos estudantes, candidatos a profissionais no futuro próximo, interessam-se por uma prática mais assertiva, mas não têm suporte nem a prática suficientes. Precisam de novas experiências, novas oportunidades, novas tentativas e, principalmente, votos de confiança e credibilidade para provarem que sabem e que podem. Sem palpites dos ‘velhos’.

A websocial não é novidade e por isso não são admitidos erros de principiante. Conhecimento e experiência não custam pouco e como diz o velho ditado: O barato sai caro.

A obrigação dos profissionais, já que com as agências como um todo é um bocado mais difícil que tudo se processe de forma correcta, é no mínimo conhecer aquilo que propõem como estratégia para os clientes. Contudo,não é isso que vemos acontecer.

Já são muitos os casos de má prática conhecidos só em Portugal, maior ainda o número de exemplos vindos de fora. Senhores profissionais, por favor, percam um pouco de tempo a ler a conhecer as boas práticas, regras e termos de todos os serviços e ferramentas da websocial. Os clientes ficarão certamente mais satisfeitos com os resultados, principalmente, se não forem arrastados para crises desnecessárias. Vão economizar muito do budget se não tiverem de agir para resolver uma crise de imagem e reputação por causa dos erros primários das agências que não sabem como fazer funcionar a comunicação na websocial.

Se não há tempo para conhecer e aprender as tais novidades, por favor, ajudem o governo e tenham a vossa fatia de boas contribuições para o país, ao permitir que os jovens interessados possam estudar, ler, aprender, e ajudar nas propostas estratégicas que serão apresentadas aos clientes.

Assim, pelo menos, asseguram que alguém está actualizado e conhece o mínimo possível de todas as ferramentas que poderão ser propostas, e que a vossa campanha ou plano de comunicação não irá ser considerado mais um mal exemplo de utilização das plataformas da websocial.

Acertar e criar boas campanhas é fácil. Também há muitos bons exemplos por todo mundo, basta para isto conhecer e aplicar práticas mais assertivas.

Aqui estão algumas indicações e até podemos começar um jogo do tipo “onde está Wally”, vejam lá se encontram onde e quais são as más práticas?
Super Bock
Fnac Portugal
Pecados Ibéricos
Veste Couture
Sanindusa Indústria de Sanitários
Proside Lda
Tuareg Odivelas Caffe Bar
Poise Trend
E-goi Marketing
Waymedia ContentFactory
Nestlé Portugal
Peugeot Portugal

* Texto original publicado no blog do Upload Lisboa

O mais importante

Artigo Online sobre o que esperar para a área de relações públicas durante o ano de 2010. Na minha opinião e pelo que tenho visto ultimamente, é o melhor artigo publicado sobre perspectivas e previsões para o ano, justamente, por ter os “pés” no chão, e analisar todos os dados com a devida noção.
Destaco, logicamente, os 5 tópicos principais para o ano:


1. Realtime PR

– nada mais acertado que apostar no real! Sem as tradicionais acções de relações públicas, sem o contacto directo e troca de informações é impossível fazer um bom trabalho.

2. Lifestreaming

– Já está muito presente, mas ainda é considerado apenas um nicho. A lembrar que com cada vez mais smartphones comercializados, mais acesso móvel à internet e mais possibilidades de lisfestreaming. É portanto, normal o crescimento.

3. Location-based services

– Sempre associei os dois – livestream e location-based service – um quase não pode existir sem outro e fazer sentido.

4 Augmented reality

– a meu ver é a maior aposta para todas as marcas e empresas. É novidade, pode-se abusar da criatividade e por enquanto ainda se encontram bons trabalhos. Mas acredito que até o próximo semestre vamos estar saturados de aplicações, campanhas e acções que se utilizam da Realidade Aumentada.

5. Digital as a segmentation tool

– Esta é na minha opinião a melhor aposta entre todas, para as empresas que quiserem sobressair na comunicação de marca e no relacionamento com clientes, fornecedores e colaboradores. Quem souber explorar a segmentação tem a faca e o queijo na mão para revolucionar o mercado e abrir portas a novos negócios :)

Há muito tempo que não via um post assim

Ultimamente tenho andado na correria e por isso tenho apenas lido de relance muitos artigos e posts que reflectem e repetem mais do mesmo – Há que alterar o modo como é feita a publicidade, o marketing e as relações públicas, mas na prática, aqui em Portugal não tenho visto muitos exemplos práticos.
Por isto estou sempre a procura de coisas interessantes e ideias vindas de fora, mas mesmo assim, com esta coisa toda da crise, sinceramente há muito tempo que não via um post assim. Para não variar é do Brian Solis e vale muito a pena a leitura. É uma aula sobre o futuro. Guardem nos vossos bookmarks.

Oportunidade única para estudantes

Boa notícia logo na segunda-feira. Acho  o esforço da YoungNetwork de lançar o projecto Jovens Consultores de Elevado Potencial muito louvável e indica a preocupação (pelo menos de alguns) do sector em renovar e rejuvenescer os quadros das empresas além de tentar mostrar um pouco da realidade para os estudantes. Afinal, todos sabemos que o ambiente “real” é completamente diferente do ambiente universitário.

Quem me dera que o Noticiare, ao inves de apenas um blog, fosse uma pequena agência, para poder colaborar e ensinar o pouco que venho aprendendo, principalmente, no que diz respeito à comunicação e relações públicas direccionadas para a internet. Aguardo ansiosa para ver quais serão as palestras e conferências, quais serão as consultoras interessadas em fazer parte do projeto.

Apenas uma sugestão, após terminados os dois ou três meses de “internato” dos jovens estudantes, seria interessante que pudessémos perceber a opinião dos jovens participantes e também de seus tutores sobre o projecto. “Puxando a sardinha” para minha área, que tal um blog em que pudessem ser publicados todos os desafios, novidades, progressos frustrações, diferenças entre as lições da universidade e “mundo real” ? Inclusive para dar uma luz sobre o que pode acontecer e quais os pontos a serem melhorados e mantidos em todo o projecto para os próximos participantes.

Aos estudantes: fiquem atentos pois, segundo conta, as selecções nas universidades estão prevista para Junho.

Para quem quiser saber mais sobre o projecto – directo da fonte – ou na apresentação

CRM ou Relações Públicas? Oportunidades perdidas.

Ok. Lá vou eu indicar mais três artigos.

Desta vez debatem-se sobre o tema da presença das empresas online, da monitorização dos conteúdos gerados pelo utilizador e ainda a rápida resposta que podem ter efeitos benéficos na fidelização dos clientes.

Para mim, como utilizadora desde sempre da internet, este sempre foi o “grand finale” – é o desenvolvimento óbvio. Desde que descobri a internet em 1992/1993, primeiro com os BBS, depois com os sites em HTML e acompanhei toda esta evolução, sempre esperei por estes dias em que uma empresa pudesse dar-me respostas e soluções em tempo real. Muitos discutem se isto é CRM ou Relações Públicas, eu penso que é a integração dos dois.

Por isto são importantes os artigos que apresento a seguir. Os dois primeiros falam das empresas que não aproveitam oportunidades de marketing na internet – Um é de Todd Defren e o outro de Loic Le Meur. O terceiro e último é de Scott Monty sobre uma empresa que há tempos soube como fidelizar clientes e que serve de exemplo para quem quiser aproveitar as novas tecnologias para o efeito.

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Nem mais!

Mais um excelente artigo, de Ceila Santos, sobre a natureza simples do relacionamento entre empresas e as medias sociais. É que me parece mesmo muito simples, óbvio, natural e instintivo que os egos por detrás de todos os autores de blogs, redes sociais, twitter, etc.  são enormes e há que saber trabalhar tal relacionamento com muito bom senso.

Eles (os bloggers) são tudo e, inclusive, podem ter o mesmo papel que os articulistas do velho jornalzão tem há séculos como podem ser apenas mais um blog/comercial/monetizado que vive de promoções e post pago.

Apenas lembrem-se de que o papel de um relações públicas sempre esteve ligado ao saber equilibrar, contornar e satisfazer egos alheios. O maior problema, actualmente, que vejo por aqui é justamente a sobreposição dos egos daqueles que devem ser contactados (empresas, jornalistas, bloggers) pelos egos dos próprios profissionais de relações públicas.

Seu papel como um RP é ler blogs.

Tem que ler ou pagar alguém pra ler e saber do que se trata aquele blogueiro. (…) basta ler os cinco últimos posts que conseguirá identificar qual é a dele, ok?

É como se os bloggers (e quem diz bloggers, diz todos os utilizadores responsáveis por produzir conteúdo) tivessem chegado tarde e por isto não são reconhecidos como possíveis agentes de interesse para as consultoras de relações públicas.

Como diz a Ceila no artigo

Eu não sei, mas ainda acho que bom senso é regra pra tudo, inclusive para relacionamento ou divulgação, seja com jornalista ou blogueiro.

Digo eu – Nem mais!

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Desculpas ao invés do silêncio

Nas últimas semanas tenho observado um aumento no número de mensagens mal formuladas que são enviadas através do Twitter. Empresas e colabores, sem saber como utilizar  a ferramenta, publicam mensagens das quais depois arrependem-se. Foi por isto mesmo que decidi publicar os dois Guias de uso do Twitter direccionando os artigos para os targets geral e empresas.

Mesmo assim, ainda verifico que muito do que é defendido e explicado em tantos sites e por tantos mestres de comunicação em medias sociais como, Brian Solis, Jeff Jarvis, Seth Godin, Tood Defren, Cris Brogan, Steve Rubel etc., não é aplicado pelas consultoras e pelos profissionais de relações públicas cá em Portugal.

Tanto furor e posts e reportagens e críticas sobre o silêncio de Manuela Ferreira Leite ou, outro exemplo pode ser, Pedro Passos Coelho ao enganar-se no nome de um livro e demorar a responder, nos mostram tão e somente que é necessário agir e rápido para responder às questões que circulam na opinião pública.

Acontece que a opinião pública também está presente nas medias socias (e na minha modesta opinião, é muito mais fidedigna e honesta neste meio) e por isto, o que acontece no facebook, no twitter, no hi5 etc. também precisa de rápidas respostas. Como pudemos comprovar no caso da Ford.

Outro ponto importante na comunicação com as redes sociais é admitir erros e pedir desculpas. É necessária muita coragem e humildade para proceder de tal modo e desta vez é Cris Brogan nos traz mais uma lição e nos mostra o Poder das Desculpas.

Aproveitem e aprendam, pensem sobre o caso e vão perceber que há inúmeros casos que conhecem e que poderiam perfeitamente serem resolvidos desta forma. Não custa nada e satisfaz os críticos na maioria das vezes. :)

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