O Twitter e o mercado da comunicação

Apesar de todo o poder de propagação de informação que a internet já provou deter ainda muito de seus utilizadores, em Portugal, desconhecem algumas de suas ferramentas, como o Twitter. E nem sempre esses indivíduos são apenas os curiosos, muitos profissionais do sector de comunicação não o utilizam, mesmo que estejam integrados em trabalhos com as novas tecnologias.

Eu mesma só comecei a utilizá-lo agora apesar de já ter a conta aberta desde Novembro de 2007. Primeiro não percebi como funcionava, depois esqueci e me desinteressei. Até que comecei a ver muitas referências ao serviço e, finalmente, comecei a me aprofundar no assunto e utilizar o Twitter com frequência.

Descobri muitos artigos interessantes como alguns que destaco abaixo. Mas esses são poucos exemplos, há muito mais para se descobrir e discutir. O último artigo que vi, hoje mesmo, foi o publicado por David Alston que defende que “não ter uma conta no Twitter é o mesmo que não dispor de um número de fax nos anos 80”.

Chris Brogan, também traz-nos muitos artigos e dicas em seu blogue. Inclusive alguns sobre a eficácia da aplicação como instrumento de comunicação entre empresas e seus clientes, fornecedores e colaboradores. Um bom exemplo é o Twitter utilizado como ferramenta de suporte ao consumidor, ou mesmo o, já muito difundido, caso do estudante que foi preso no Egipto e pediu ajuda pelo Twitter. Entre muitos outros.

Também Todd Defren, da SHIFT Communications, defende em seu blogue a utilização do Twitter como indispensável para os profissionais de relações públicas inclusive com um pequeno “guia” para quem quiser tentar.

Em Portugal a entrevista com Jeff Jarvis, para o jornal Público, agendada via Twitter mostra como alguns estão em sintonia com as novidades e sabem aplicá-la.

Além disso, já podemos encontrar alguns artigos sobre o o Twitter no blogue dos colaboradores da Lift, empresa do Grupo Bairro Alto, que enuncia algumas dicas sobre o micro-blogging.

E em seus artigos Bruno Amaral revela as possibilidades da aplicação e discute também todas a outras novas tecnologias de Social Media. Assim como, Carlos Duarte, que de uma forma despretensiosa resolveu compilar um “estudo” no qual define as características dos utilizadores do Twitter, conhecidos como Twitters.

Temos muitas possibilidades de aplicação para o Twitter. Mas tudo ainda é novidade e resta descobrir quais utilizações serão as estabelecidas para ficar e quais morrerão apenas como ideia. O que não podemos é deixar de aceitar como facto as mudanças e alterações que estas novas ferramentas trazem para o sector de comunicação.

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Iniciativa exemplar

The Breakfast Club é uma nova comunidade na internet que tem por objectivo o debate e reflexão sobre os temas relacionados à comunicação em Portugal.

O nome já indica que se pretende organizar reuniões (Brunchs) que serão quinzenais. O primeiro Brunch será realizado no próximo dia 3 de maio, sábado, a partir das 10 horas, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Este primeiro encontro será sobre a importância da avaliação de métricas relacionadas com o impacto das acções de comunicação, offline e online.

A iniciativa é de alguns colaboradores do grupo Bairro Alto mas já conta com alguns outros profissionais e interessados do sector. Para mais informações sobre esta e futuras reuniões consulte o sitio da internet .

PS.: obrigada PR pela dica! 😉

Drive-Thru

Retirado daqui

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Já agora – o que não se deve fazer

Mais um exemplo de além-mar. Desta vez a NÃO ser seguido.

Estudo de Caso

Conforme o comentário de Filipe Marques aqui encontrei algumas iniciativas brasileiras que podem ser considerados “estudos de caso”.

Ao ler isso tento imaginar qual será a primeira empresa em Portugal que fará coisa semelhante. Ainda mais, imagino como será feito. Alguma da repercussão pode ser acompanha pelas discussões no Twitter.

Achei a idéia interessante e melhor ainda foi descobrir que lá do outro lado do atlântico temos algo deste género que parece estar ainda no começo da caminhada. Mas que promete.

Parece que já começam a entender

Parece que já começam a entender como funciona essa coisa dos blogues. É preciso agora acompanhar para verificar como se saem e o que colocam em prática.

Nota importante: vale sublinhar a seguinte frase “começaram a chegar cada vez mais briefings à agência para que fossem desenvolvidos projectos desta natureza”, explicou André Rabanea, director da Torke.

Foi preciso os clientes pedirem!

Afinal há ou não um problema?

Muito falou-se durante e depois do debate promovido pela Unicer mas poucas coisas ficaram claras na mente de muitos dos participantes. A reunião estava voltada ao sector de relações públicas e tinha como objectivo debater as <<prováveis >> consequências da blogosfera para o mercado e para as empresas. Como se pôde verificar em conversas do twitter, ficou claro que muitos dos presentes ainda não entenderam bem como funciona e nem mesmo o entendeu a própria entidade que promoveu o encontro.

A questão é que com a liberdade proveniente da facilidade de acesso à internet, e consequentemente, à comunicação, surgem sim muitos problemas, mas não para as empresas directamente e sim para as respectivas consultoras de relações públicas.

E algumas dessas mesmas empresas ou seus representantes não têm a noção de como agir em relação à blogosfera. Como já foi comprovado pelo polémico caso da Optimus e como refere Bruno Amaral, no seu blogue Relações Públicas, quando questiona a ética em relação aos bloggers.

As consultoras de relações públicas, no que diz respeito à relação com a blogosfera, perderam um de seus fundamentos mais importante: exactamente as relações. As empresas não sabem como agir diante de reclamações publicadas em blogues com opiniões contrárias aos produtos e serviços de seus clientes.

Também não se preocupam em fidelizar aqueles que se mostram satisfeitos e ainda por cima não incentivam os seus clientes a permitir e facilitar a criação de blogues dentro das corporações, além de não saberem aconselhá-los nesta perspectiva.

O primeiro passo para corrigir tais erros era, na minha opinião, explicar e fazer entender às corporações que a blogosfera é actualmente uma das mais influentes formas de comunicação. Não há que fugir das novas tecnologias e sim encará-las e aproveitá-las sempre do melhor modo.

Acho que, para já, era pelo menos um bom começo, o monitoramento efectivo da blogosfera e de todas as redes sociais. São poucas as empresas que actualmente o fazem como comentou Miguel Albano, da Lift. E devemos urgentemente disseminar a ideia de que a realidade mudou e há que se adaptar bem e depressa.

Também era importante que se fizesse um estudo dentro das corporações para se saber quantos dos colaboradores já têm um blogue, quais os assuntos, quais os blogues que consultam regularmente, e principalmente, quantos colaboradores gostariam de publicar um blogue com informações sobre o que fazem diariamente dentro de cada empresa. Esse estudo serviria para ter-se um quadro geral de quão influente é a blogosfera.

Coloquei a questão para ser discutida no PROpenMic e mais tarde farei um texto com as análises e respostas.