Afinal há ou não um problema?

Muito falou-se durante e depois do debate promovido pela Unicer mas poucas coisas ficaram claras na mente de muitos dos participantes. A reunião estava voltada ao sector de relações públicas e tinha como objectivo debater as <<prováveis >> consequências da blogosfera para o mercado e para as empresas. Como se pôde verificar em conversas do twitter, ficou claro que muitos dos presentes ainda não entenderam bem como funciona e nem mesmo o entendeu a própria entidade que promoveu o encontro.

A questão é que com a liberdade proveniente da facilidade de acesso à internet, e consequentemente, à comunicação, surgem sim muitos problemas, mas não para as empresas directamente e sim para as respectivas consultoras de relações públicas.

E algumas dessas mesmas empresas ou seus representantes não têm a noção de como agir em relação à blogosfera. Como já foi comprovado pelo polémico caso da Optimus e como refere Bruno Amaral, no seu blogue Relações Públicas, quando questiona a ética em relação aos bloggers.

As consultoras de relações públicas, no que diz respeito à relação com a blogosfera, perderam um de seus fundamentos mais importante: exactamente as relações. As empresas não sabem como agir diante de reclamações publicadas em blogues com opiniões contrárias aos produtos e serviços de seus clientes.

Também não se preocupam em fidelizar aqueles que se mostram satisfeitos e ainda por cima não incentivam os seus clientes a permitir e facilitar a criação de blogues dentro das corporações, além de não saberem aconselhá-los nesta perspectiva.

O primeiro passo para corrigir tais erros era, na minha opinião, explicar e fazer entender às corporações que a blogosfera é actualmente uma das mais influentes formas de comunicação. Não há que fugir das novas tecnologias e sim encará-las e aproveitá-las sempre do melhor modo.

Acho que, para já, era pelo menos um bom começo, o monitoramento efectivo da blogosfera e de todas as redes sociais. São poucas as empresas que actualmente o fazem como comentou Miguel Albano, da Lift. E devemos urgentemente disseminar a ideia de que a realidade mudou e há que se adaptar bem e depressa.

Também era importante que se fizesse um estudo dentro das corporações para se saber quantos dos colaboradores já têm um blogue, quais os assuntos, quais os blogues que consultam regularmente, e principalmente, quantos colaboradores gostariam de publicar um blogue com informações sobre o que fazem diariamente dentro de cada empresa. Esse estudo serviria para ter-se um quadro geral de quão influente é a blogosfera.

Coloquei a questão para ser discutida no PROpenMic e mais tarde farei um texto com as análises e respostas.

3 Respostas to “Afinal há ou não um problema?”

  1. ceila santos Says:

    Oi flávia, tenho uma sensação diferente. acho que as empresas sabem e reconhecem o potencial da mídia social, a questão é que elas não estão preparadas para serem transparentes. Não sei se o número de blogs corporativos é um bom termometro pra mostrar o avanço da cultura empresarial em relação a percepção da mídia social pq uma corporação com 50 blogs ruins de nada adianta. O ideal seria entender o quanto os funcionários estão utilizando ferramentas colaborativas no seu dia-a-dia. isso sim mudaria muito a cultura interna das empresas. paralelamente, um blog de um prestador de serviço como operadoras aqui no brasil de nada adiantaria pq as reclamações do atendimento são imensas. o ideal seria ter uma equipe de olho nos blogs para conversar com consumidores blogueiros que reclamam com objetivo de solucionar o mal atendimento corporativo e a partir disso criar uma curva de satisfação entre blogueiros. Ações de marketing de empresas que prestam mau serviço na mídia social também não adiantaria pq jamais colocaria um banner de quem me maltrata no meu blog. preferiria que essa empresa investisse mais dinheiro no operacional para me atender bem. talvez a estratégia de marketing dela pra melhorar imagem deve ser feita dentro de casa e só depois ela teria chance de ser transparente o suficiente para realizar ações de relacionamento em redes sociais, blogs ou sites que reunem vários blogueiros. prazer conhecê-la!

  2. ceila santos Says:

    ah! escrevo um pouco disso tudo no meu blog mídia social. será um prazer recebê-la por lá também. bjkas

  3. FlaviaPM (Fefa-PT) Says:

    Olá Ceila, obrigada pela visita. Conheci o seu Metamorfose recentemente, mas desconhecia o Mídia Social e gostei do que vi. Depois tenho que dedicar-lhe mais tempo.
    Quanto ao seu comentário acho que estamos em sintonia no que pensamos. E deixo aqui uma ligação de um post que pode ser considerado uma boa ideia para começar as coisas.
    Aqui em Portugal as consultoras de comunicação, do pouco que conheço, sei que as maiores já estão a monitorar e muito bem a blogosfera.
    Algumas até têm seu próprio blogue e sei de uma que já começou a implantá-los no clientes como forma de relacionamento interno. O blogue fica na intranet e todos podem e são convidados a colaborar. Mas ainda não sei maiores detalhes.
    O importante é pesquisar e descobrir quais são as melhores formas de se implementar a Social Media nas relações públicas.


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