A minha festa do MySpace

A minha festa de lançamento do MySpace Portugal proporcionou algumas discussões sobre o papel da blogosfera e dos bloggers, assim como, a partilha de opiniões e experiências, mesmo quando era apenas um convite e depois in loco.

Pude observar que a maioria das pessoas presentes se encaixava perfeitamente no público-alvo do serviço e fez com que a festa fosse animada. A escolha do The Vicius Five foi feliz – a música é boa, a banda tem um perfil no MySpace, mas o som não era grande coisa (talvez por não ter ficado num bom lugar).

Para não variar, infelizmente, não pude prolongar a noitada e ficar para ver o concerto do Sam Sparro. Como o meu telemóvel é arcaico e não tem qualidade para fotografias continuamos sem o registo visual do evento. 😦

Em linhas gerais classifico a iniciativa como positiva e espero que mais aconteçam em breve com algumas das alterações colocadas em prática.

Concordo com as sugestões propostas pelo Miguel Caetano e aproveito para apontar também que poderiam ter disponibilizado alguns portáteis para incentivar os presentes a interagirem com a blogosfera e relatarem o que acontecia em tempo real.

Além de perderem a chance de fazerem mais utilizadores, pois eu não tenho uma conta no MySpace e se tivessem lá um computador ligado talvez até tivesse feito a inscrição. E como eu, acho que alguns dos que ainda não tem perfil no MySpace. 🙂

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Mais experiências

Na semana passada a Lift Digital publicou no seu blogue que se utilizou de contactos com bloggers para divulgar a Semana Acadêmica de Lisboa. Nas palavras de Filipe Marques a acção “baseou-se exactamente nos mesmos pressupostos: a relevância do meio para o público-alvo“.

Ao mesmo tempo surgia entre os utilizadores do twitter uma discussão sobre um convite recebido, por alguns bloggers, via email para uma festa de lançamento de produto. Esta segunda iniciativa partiu da já aqui mencionada Torke 2.0. E de acordo com as palavras de Daniel Caeiro “ Estamos a convidar alguns bloggers para estar presentes pois achamos que faz sentido uma vez que se trata de uma plataforma utilizada frequentemente por vocês“.

São duas excelentes iniciativas de duas empresas que já percebem a importância dos bloggers como formadores de opinião. E mostra que algumas consultoras de comunicação e agências de marketing estão a seguir os bons exemplos que vêem de fora.

Acompanharemos o desenvolvimento destas e todas as outras futuras acções.

Obercom não percebe Web 2.0

Acabei de receber a newsletter da Obercom e logo quando abri o email deparei-me com o seguinte:

WIKIS, BLOGUES E YOUTUBE. E AGORA?

Durante os últimos meses têm-se multiplicado, internacional e nacionalmente, os artigos de jornais, peças de televisão e, inclusive, muitas e longas linhas sobre o que é a Web 2.0, ou se preferirmos a Web social.

Lógico que fui abrir a ligação a correr pois o assunto é sempre de meu interesse. A decepção veio ao constatar que infelizmente nada do que ali foi escrito é relevante e pior chega a apresentar alguns erros, o que comprova que o autor (Gustavo Cardoso) pouco conhece da actual conjuntura e se meteu a escrever sobre o que não domina/conhece. Só por ser “moda”.

Ao comentar sobre a “verdade” disseminada e publicada nos meios tradicionais “dita pelos jornalistas (também aos professores e autores publicados e encadernados em papel)”, faz uma comparação com o fenómeno das publicações colectivas (aka Wikis) e chega à conclusão de que “temos que passar a ensinar na escola, e fora dela aos mais velhos, que os textos escritos e publicados (na internet) podem ou não valer, podem ou não dar-nos certezas, mas que devemos encarar a informação, toda, sempre como duvidosa até prova em contrário”.

Francamente! Ainda esqueceu-se de dizer que isso acontece com todos os outros meios de comunicação, seja jornais, televisão ou mesmo uma conversa no café! Somos todos obtusos ou o quê? Acho que o que vale é sempre o discernimento dos leitores.

Sobre o papel dos jornalista na nova era continua a insistir no erro e afirma “o jornalista, lentamente, está de novo num processo de valorização profissional enquanto alguém que, pela sua ética, pode ser considerado de confiança, porque o que ele escrever, disser ou filmar terá um valor diferente de muito do que é actualmente publicado. E se não podermos contar com essa ética profissional os nossos problemas serão muito maiores.

Quer dizer então que só o jornalista diz a verdade, e que nenhuma outra fonte de informação é válida só por uma questão de ética profissional? Desde quando isso é real? Quantos blogues o autor já visitou, o que conhece realmente sobre o assunto?

NADA!!! ABSOLUTAMENTE NADA! Limitou-se a colocar os nomes da moda: Hi5, Facebook, YouTube, etc. só para dizer que o que vale é o antigo e ultrapassado sistema de divulgação de informações!

E ainda termina o texto com esta máxima “E como sugeria Roger Silverstone: se não se comunicou publicamente nos media, então não existe” e eu pergunto-lhe: o terremoto da China? Só aconteceu porque MUITAS horas depois a televisão deu a notícia e os jornais publicaram no dia seguinte?

A Obercom deveria ter mais cuidado com o que publica e ser mais rigorosa na escolha dos editoriais, estão totalmente fora da realidade, ser formos analisar por este texto! Me irritei tanto que o resto da newsletter vou ler só no final da semana.

É que como amante incondicional das ferramentas e modelos mais avançados para a comunicação até me sinto frustrada por fazer tanta força para tentar entender e aprender a utiliza-las e acabar por constatar que a maioria das pessoas e do sector nem sequer fazem força para percebe-los e acham que entendem tudo!

PS.: Artigo escrito no calor da indignação!

Assunto da semana – PR BlackLists

Já na entrada abaixo tinha comentado sobre as polêmicas Listas Negras de Relações Públicas elaboradas por jornalistas de importantes meios de comunicação como Gina Trapani, editora do blog Lifehacker e Chris Anderson, editor da revista Wired.

E pelo visto as blacklists são mesmo o assunto da semana. Vários artigos foram publicados a respeito, principalmente, sobre o que fazer para as evitar e proporcionar uma melhor convivência entre os profissionais de relações públicas e os jornalistas na internet.

Um dos exemplos foi o de Brian Solis, com a criação do @MicroPR, descrito no post anterior e Geoff Livingston publicou em seu blogue um artigo sobre como melhorar esta convivência.

No lado de cá do oceano Miguel Albano afirma que precisamos de (in)formação e acção. Precisamos de aprender a relacionarmo-nos com os bloggers, mas essencialmente, precisamos da ajuda deles para entender como interagir com eles sem os incomodar e Bruno Ribeiro comenta que para começar seria importante uma maior intervenção na “comunidade”, isto é, maior índice de leitura e de participação.


A discussão está, portanto, ao rubro e merece ser acompanhada para que não sejam repetidos os erros.

Brian Solis e suas boas ideias

Tomei conhecimento da nova ideia de Brian Solis através do PROpenMic, que continua a revelar-se uma óptima ferramenta de discussão.

A ideia foi criar um novo utilizador do Twitter, o @MicroPR , para servir de “ponte” entre jornalistas e profissionais de relações públicas. A ferramenta serve para que os profissionais de RP possam dar resposta às necessidades dos jornalistas sem o perigo de serem interpretados como Spam e passarem às Blacklists, como relatado aqui.

A ideia surgiu da colaboração de Solis com Stowe Boyd, autor do artigo “Twitpitch Is The Future”.

Já tem muitos seguidores inscritos e vamos ver se funciona.

A Acompanhar

Acabei de ler na newsletter do Jornal Briefing que a Europa irá ter a primeira cimeira sobre Measurement em Junho. Alguém tem mais informações? Eu não achei outras fontes, portanto, fico a acompanhar os desenvolvimentos.

À propósito, uma pequena observação, quando é que uma notícia pode sair sem o “Onde”???

Comentários são bem-vindos

Com a semana complicada pela falta de tempo não pude desenvolver nenhum texto decente para colocar aqui no blogue. Felizmente encontrei esta entrada do Bruno Ribeiro.
Apesar de, como relatou, não ter tido muito sucesso nas respostas, apenas conseguiu três, quero aqui replicar o debate e ver o que mais podemos conseguir com os comentários e opiniões dos leitores. Se tiverem preguiça de seguir a ligação o tema para a discussão é: Têm as Empresas Portuguesas Medo dos Social Media?

E acrescento ainda, a título de curiosidade, a seguinte pergunta: Quais empresas já adoptaram alguma forma de comunicação por meio das Medias Sociais?