Anita, Blip n’ Beer, TwittLis e semelhantes

Como já foi relatado uma das ideias virais mais impressionantes da semana foi mesmo o meme da Anita. A partir de uma pergunta ingénua lançada pelo Bruno Amaral a Anita tornou-se um dos trends com crescimento mais rápido registado no Twitter. Por si só Anita é melhor representante do poder viral das novas ferramentas. Há que se aproveitar e estudar como funcionam as coisas, para desenvolver trabalhos específicos para este público. Já descobrimos o principal – o simples funciona bem.

Na mesma situação de espalhar-se como virus e com o acréscimo de reunir os participantes no mundo real outro caso, que surgiu do dia para a noite, é o Blip n’ Beer. Uma iniciativa com o primeiro encontro internacional simultáneo a acontecer já amanhã (quarta-feira). Desde a ideia inicial até a confirmação de 9 cidades (entre elas São Paulo, Nova Iorque, Cleveland, Bristol e Bogotá) passaram-se apenas três dias. E há ainda muitos outros interessados em organizar encontros do tipo. A ideia simples surgiu quando três utilizadores da rede Blip.fm (rede social que envia músicas e mensagens com 140 caracteres) marcaram um encontro para tomar cerveja e apresentarem-se pessoalmente.

Com objectivo semelhante a iniciativa do TwittLis (encontro dos twitters de Lisboa) é mais antiga (já vai na 7ª edição) e reúne os utilizadores do Twitter uma vez por mês, em Lisboa. A organização é de Pedro Pinheiro e o próximo encontro está marcado para a primeira semana de Dezembro.

De tanto sucesso os Twitters do norte resolveram organizar o Nortweeters que já conta com muitos interessados e terá a sua primeira edição na sexta-feira 12 de Dezembro. A organização fica por conta de Raul Pereira.

Todas estas iniciativas e encontros são a prova de que as pessoas precisam cada vez mais transportar para o mundo real as relações que mantém virtualmente. O que abre uma porta diferente para a comunicação. Isto porque pode-se aproveitar estas iniciativas para divulgação de produtos ou marcas que correspondam ao perfil destes utilizadores. É só as empresas associarem-se a estas óptimas ideias.

Cerveja, portáteis, máquinas fotográficas, telemóveis, são apenas alguns dos produtos que podemos reconhecer como presentes em todos e em cada um destes encontros. Que tal patrocínios e apoios?

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A LG sabe

Pelo menos no Brasil parece que a LG sabe mesmo como utilizar-se do relacionamento com bloggers, e não só, para divulgar os seus produtos.

A nova acção é o Desafio LG. Que eu descobri pelo Twitter e que me levou ao search.

Tudo isto serve, mais uma vez, como estudo de caso, por isso acho importante o registo.

Outras acções da LG no Brasil foram:
Para as TV de Plasma – com o microsite Lorotas
Para o telemóvel Viewty – com o Safari Urbano

Porque não?

É a pergunta que passou pela minha mente nesta manhã de segunda-feira.

A Nespresso costuma acompanhar as conversas na internet?

Surpreende-me a resposta obtida com uma pequena pesquisa GoogleNão!

Obviamente penso Porquê não? E constato com algum alívio que não fui a única a pensar em tal coisa.

Pensei na Nespresso por ser uma marca de café que eu particularmente consumo muito e adoro e também  por ter observado já muitas conversas no Twitter sobre o café (não só Nespresso, mas outros tbm). Na pequena e rápida pesquisa constatei ser um tema recorrente – o café e a marca. E não me parece que seja muito inteligente ignorar coisas já tão consagradas actualmente – caso do twitter e da internet como meio para melhor gestão de reputação e relacionamento de marcas e produtos com os clientes.

O que não consigo entender é como uma empresa inovadora como a Nestlé, e no caso a marca de charme Nespresso, pode ser tão ingênua e pouco activa em relação aos comentários na internet? Onde está a coragem da pró-actividade? Estão à espera do quê?

Sinceramente, se precisarem de alguma ajuda há diversas pessoas, profissionais e bloggers, que posso indicar para que uma das marcas de que mais gosto actualmente, não perca o comboio da tecnologia.

Aguardo, pelo menos, uma resposta a pergunta: Porque não investir em “ouvir” as conversas na internet e perceber a dinâmica social da web? Porque não?

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