Pagar ou não pagar?*

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Na semana passada a versão digital do New York Times publicou um artigo muito interessante em que analisa a necessidade das celebridades contratarem equipas de “profissionais do Twitter“, para actualizar suas contas. Ao mesmo tempo teve muita repercussão a reportagem publicada, online, no site do Wall Street Journal sobre a contratação de um “twitter” brasileiro, Marcelo Tas, pela Telefónica para fazer publicidade ao novo serviço oferecido pela empresa no Brasil.

No artigo do New York Times o autor defende que instituições, empresas e marcas podem e devem utilizar-se de equipas de “profissionais do Twitter” para actualizar as mensagens, até por saberem e conhecerem melhor como funciona a comunicação institucional. Eu completaria ainda com a utilização sim, não sem antes terem o cuidado de conhecer e saber utilizar correctamente a nova ferramenta. Ou seja, o importante é não cair no erro de fazer spam, não se pode simplesmente fazer publicidade, tem-se de transmitir mensagens que são do interesse dos seguidores e ainda agreguem algum valor à discussão da comunidade.

Mas as celebridades contratarem profissionais para fazer a actualização, como diz o artigo, não faz sentido pelo simples motivo de que não é transparente e nem honesto. Quando escolhemos alguém para seguir no Twitter queremos saber o que a pessoa pensa, quais as ideias que defendem, quais os sites de que mais gosta, e o que acha interessante. É este o objectivo das redes sociais e de toda a partilha que o conteúdo gerado pelo utilizador nos pode proporcionar.

Acompanho a Presidência da República e a RTPN, dois dos exemplos de contas do twitter “alimentadas” por equipas de profissionais. O primeiro conta com profissionais de comunicação que enviam links para press releases sobre os acontecimentos importantes protagonizados pelo Presidente da República. O segundo é “alimentado” pela equipa de jornalistas que faz e apresenta o “À noite as notícias” e são assinados por quem manda a mensagem do Twitter – João Adelino Faria, Carlos Daniel, Alexandre Brito ou Daniel Catalão.

O envio de mensagens não incomoda e pode até revelar-se muito útil nestes dois casos. Já para as celebridades acompanho, entre outros, Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda) e David Fonseca dois músicos que actualizam pessoalmente as respectivas contas de Twitter. O mesmo vale para Nuno Markl, utilizador do Twitter com mais seguidores no pais (segundo dados do Twitter Portugal). Acho que não faz sentido que contratarem equipas para actualizar as mensagens, soa a falso e não é tão transparente simplesmente porque o objectivo do Twitter é a interacção entre os participantes de modo muito mais directo que em qualquer outra rede social.

Mas este é um tema que não fica por aqui, há muito ainda para ser discutido e aprendido em relação a como gerir e actualizar contas com potencial “comercial” enquanto o Twitter ainda não decide qual vai ser o seu plano de negócios. Por enquanto ficamos com a discussão do Pagar ou não pagar?

*Publicado originalmente no blog  Twitter Blog 
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