Morreu ou não morreu?

Esta semana está cheia de posts em blogs portugueses, e não só, sobre Comunicação e Relações Públicas que discutem o fim da profissão de RP.

O primeiro veio daqui.

Que foi linkado e completado com este (que prova bem como os que anunciam o fim das RP de nada entendem sobre comunicação).

Mas foi analisado e exemplarmente respondido aqui.

Diga-se de passagem dos blogs portugueses de comunicação e RP não se pode mesmo esperar muita discussão, apenas partilha, mas ok, já é um começo.

Se quiserem mais links internacionais, tenho ainda este, que pode ser interessante também.

Assim podem decidir se a profissão de RP morreu ou não morreu 😉

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Há muito tempo que não via um post assim

Ultimamente tenho andado na correria e por isso tenho apenas lido de relance muitos artigos e posts que reflectem e repetem mais do mesmo – Há que alterar o modo como é feita a publicidade, o marketing e as relações públicas, mas na prática, aqui em Portugal não tenho visto muitos exemplos práticos.
Por isto estou sempre a procura de coisas interessantes e ideias vindas de fora, mas mesmo assim, com esta coisa toda da crise, sinceramente há muito tempo que não via um post assim. Para não variar é do Brian Solis e vale muito a pena a leitura. É uma aula sobre o futuro. Guardem nos vossos bookmarks.

Pagar ou não pagar?*

twitter-cash

Na semana passada a versão digital do New York Times publicou um artigo muito interessante em que analisa a necessidade das celebridades contratarem equipas de “profissionais do Twitter“, para actualizar suas contas. Ao mesmo tempo teve muita repercussão a reportagem publicada, online, no site do Wall Street Journal sobre a contratação de um “twitter” brasileiro, Marcelo Tas, pela Telefónica para fazer publicidade ao novo serviço oferecido pela empresa no Brasil.

No artigo do New York Times o autor defende que instituições, empresas e marcas podem e devem utilizar-se de equipas de “profissionais do Twitter” para actualizar as mensagens, até por saberem e conhecerem melhor como funciona a comunicação institucional. Eu completaria ainda com a utilização sim, não sem antes terem o cuidado de conhecer e saber utilizar correctamente a nova ferramenta. Ou seja, o importante é não cair no erro de fazer spam, não se pode simplesmente fazer publicidade, tem-se de transmitir mensagens que são do interesse dos seguidores e ainda agreguem algum valor à discussão da comunidade.

Mas as celebridades contratarem profissionais para fazer a actualização, como diz o artigo, não faz sentido pelo simples motivo de que não é transparente e nem honesto. Quando escolhemos alguém para seguir no Twitter queremos saber o que a pessoa pensa, quais as ideias que defendem, quais os sites de que mais gosta, e o que acha interessante. É este o objectivo das redes sociais e de toda a partilha que o conteúdo gerado pelo utilizador nos pode proporcionar.

Acompanho a Presidência da República e a RTPN, dois dos exemplos de contas do twitter “alimentadas” por equipas de profissionais. O primeiro conta com profissionais de comunicação que enviam links para press releases sobre os acontecimentos importantes protagonizados pelo Presidente da República. O segundo é “alimentado” pela equipa de jornalistas que faz e apresenta o “À noite as notícias” e são assinados por quem manda a mensagem do Twitter – João Adelino Faria, Carlos Daniel, Alexandre Brito ou Daniel Catalão.

O envio de mensagens não incomoda e pode até revelar-se muito útil nestes dois casos. Já para as celebridades acompanho, entre outros, Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda) e David Fonseca dois músicos que actualizam pessoalmente as respectivas contas de Twitter. O mesmo vale para Nuno Markl, utilizador do Twitter com mais seguidores no pais (segundo dados do Twitter Portugal). Acho que não faz sentido que contratarem equipas para actualizar as mensagens, soa a falso e não é tão transparente simplesmente porque o objectivo do Twitter é a interacção entre os participantes de modo muito mais directo que em qualquer outra rede social.

Mas este é um tema que não fica por aqui, há muito ainda para ser discutido e aprendido em relação a como gerir e actualizar contas com potencial “comercial” enquanto o Twitter ainda não decide qual vai ser o seu plano de negócios. Por enquanto ficamos com a discussão do Pagar ou não pagar?

*Publicado originalmente no blog  Twitter Blog 
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Mais dois artigos importantes

Parece que a semana está mesmo agitada. Apresento mais dois artigos interessantes. O primeiro é uma notícia do Jornal Briefing sobre o estudo da Hill & Knowlton que diz que os blogs exercem cada vez maior influência junto dos decisores tecnológicos. E aqui eu complementava dizendo que não só os blogs mas TODAS as medias sociais 🙂

O segundo fala sobre a impossibilidade de se controlar a informação na internet e mostra o caso mais actual no Brasil.

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Nem mais!

Mais um excelente artigo, de Ceila Santos, sobre a natureza simples do relacionamento entre empresas e as medias sociais. É que me parece mesmo muito simples, óbvio, natural e instintivo que os egos por detrás de todos os autores de blogs, redes sociais, twitter, etc.  são enormes e há que saber trabalhar tal relacionamento com muito bom senso.

Eles (os bloggers) são tudo e, inclusive, podem ter o mesmo papel que os articulistas do velho jornalzão tem há séculos como podem ser apenas mais um blog/comercial/monetizado que vive de promoções e post pago.

Apenas lembrem-se de que o papel de um relações públicas sempre esteve ligado ao saber equilibrar, contornar e satisfazer egos alheios. O maior problema, actualmente, que vejo por aqui é justamente a sobreposição dos egos daqueles que devem ser contactados (empresas, jornalistas, bloggers) pelos egos dos próprios profissionais de relações públicas.

Seu papel como um RP é ler blogs.

Tem que ler ou pagar alguém pra ler e saber do que se trata aquele blogueiro. (…) basta ler os cinco últimos posts que conseguirá identificar qual é a dele, ok?

É como se os bloggers (e quem diz bloggers, diz todos os utilizadores responsáveis por produzir conteúdo) tivessem chegado tarde e por isto não são reconhecidos como possíveis agentes de interesse para as consultoras de relações públicas.

Como diz a Ceila no artigo

Eu não sei, mas ainda acho que bom senso é regra pra tudo, inclusive para relacionamento ou divulgação, seja com jornalista ou blogueiro.

Digo eu – Nem mais!

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WOM – Passa-palavra = do positivo ao negativo

Gosto muito de utilizar o blogue para a partilha de links, e neste primeiro ano de actividades, foi o que tentei fazer. Dividir e partilhar o que encontro de bom pela internet e ao mesmo tempo mostrar o que de errado foi feito e como pode ser melhorado ou evitado. Este último exemplo foi retirado do blogue de Glenn Gabe  e explica como uma empresa conseguiu transitar de um passa-palavra positivo para um negativo em apenas 10 minutos.

A LG sabe

Pelo menos no Brasil parece que a LG sabe mesmo como utilizar-se do relacionamento com bloggers, e não só, para divulgar os seus produtos.

A nova acção é o Desafio LG. Que eu descobri pelo Twitter e que me levou ao search.

Tudo isto serve, mais uma vez, como estudo de caso, por isso acho importante o registo.

Outras acções da LG no Brasil foram:
Para as TV de Plasma – com o microsite Lorotas
Para o telemóvel Viewty – com o Safari Urbano