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Domino’s Pizza enfrenta crise

Como é mais que normal neste blog, uma crise nunca vem desacompanhada. Esta semana começou logo no feriado de páscoa com a crise da Amazon e segue com grave crise enfrentada pela Domino’s Pizza nos últimos dias.

No caso da Domino’s Pizza, uma dupla de funcionários de um dos restaurantes publicou um video no YouTube que correu o mundo em apenas meia hora e provocou um enorme problema para a marca. As acções para dar uma resposta rápida à indignação de consumidores e clientes exibiram esforços conjuntos dos departamentos de relações públicas e jurídico da rede de pizzarias.

Domino's Pizza, LLC
Image via Wikipedia

No final, não se deram por vencidos, prometeram agir rápido (e o fizeram) ,explicaram os factos, desculparam-se pela má conduta dos antigos colaboradores e reforçaram a ideia de que tais colaboradores não compartilham dos mesmos valores e padrões de qualidade da marca.

Mas resta saber até que ponto foi controlado o estrago, se a confiança dos consumidores pode ser recuperada e como. O vídeo e a repercussão continuam a todo vapor na internet, de rede social em rede social, e parece que o seu poder viral ainda não foi diminuído. Só eu (com poucos seguidores/seguidos) no Twitter em dois dias pude contabilizar mais de 100 mensagens sobre o “Efeito Dominó”.

Para ver o vídeo e acompanhar o que de facto aconteceu temos um artigo como estudo de caso no blog de Brian Solis.

UPDATE: Resposta em video do presidente da Domino’s Pizza.

UPDATE2: Outro artigo com todo o estudo de caso, desta vez, no ReadWriteWeb

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Jon Stewart X Twitter

Aparentemente o YouTube retirou o vídeo a pedido e o link do site oficial para colocar o video no post não funciona para wordpress.com. Por isso fica aqui só o link para o original do Comedy Central.  Via Certamente!

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Gestão da educação ou reputação?

Conforme notícia publicada aqui podemos discutir mais um lado negativo das redes sociais para a reputação das empresas.

Como há algum tempo relatou aqui a Jonas é preciso que os colaboradores e funcionários de qualquer empresa percebam e acreditem que fazem parte de algo maior e que são importantes para o bom andamento dos negócios. Como defende o Miguel Albano “reputação também está no pormenor” e considero que o mais importante é sempre o treinamento de todo o pessoal para o relacionamento com o público é essencial para marcas, produtos e empresas.

Averiguados os factos e comprovadas as actitudes considero que em nenhuma empresa e em nenhum ambiente (seja profissional ou não) é admissível este tipo de comportamento, seja de quem for. Esta é apenas uma questão de educação acima de tudo.

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Outra resposta indignada

Quando comecei por escrever blogues, ainda corria o ano de 1998, estava no primeiro ano do curso de licenciatura e utilizava o diário virtual para refrescar a cabeça dos estudos e registar as minhas impressões sobre aquele momento da minha vida.

Tal blogue foi apagado após os anos da faculdade por entender que não fazia sentido continuar com aquele diário que ficou restrito aos últimos anos de estudante. Por consequência depois não tive outros pois tinha prioridades diferentes, como dedicar-me a prática da profissão.

A partir de 2004 voltei a interessar-me pelos diários digitais. O primeiro que encontrei foi justamente o blogue da Rosa Pomar que serviu de inspiração para o meu blogue sobre a gravidez e mais tarde para o meu babyblog. Por isso, considero o blogue da Rosa um dos melhores portugueses e tenho-o acompanhado diariamente através de RSS.

No tal programa da SIC fiquei incrédula quando vi a entrevista da Rosa e como foram utilizadas as suas respostas na edição final da reportagem que foi ao ar. Por isso acho que vale a pena fazer a ligação para o seu comentário sobre o programa.

A blogosfera portuguesa

Desde a indignação causada após o episódio “Aqui e Agora” alguns bloggers portugueses uniram-se e deram início a um movimento que pretende ajudar a desenvolver uma boa relação entre todos os interessados (bloggers, empresas, agências de comunicação e sociedade) na blogosfera.

O movimento Alinhamento da blogosfera “não pretende que abdiquemos das nossas convicções e das características que marcam os nossos espaços mas, pelo menos, devemos fazer um esforço por construir esse alinhamento na realidade portuguesa” afirma Benjamin Júnior, um dos idealizadores da iniciativa.

Benjamin explica ainda nos comentários de seu blogue o processo de criação para o ptblogs ” … Acho que é com pequenos passos, apelando ao voluntarismo de cada um que se conseguem algumas evoluções… Por falar em voluntarismo, é sempre bem vinda ajuda na criação da iniciativa ptblogs”.

Quem quiser pode inscrever-se em qualquer uma das ferramentas que constituem o projecto: uma sala no friendfeed, mailling list, wiki, twitter e um blogue. O movimento também é subscrito por Paulo Querido, Marco Santos além da autora deste blogue e outros bloggers.

Obercom não percebe Web 2.0

Acabei de receber a newsletter da Obercom e logo quando abri o email deparei-me com o seguinte:

WIKIS, BLOGUES E YOUTUBE. E AGORA?

Durante os últimos meses têm-se multiplicado, internacional e nacionalmente, os artigos de jornais, peças de televisão e, inclusive, muitas e longas linhas sobre o que é a Web 2.0, ou se preferirmos a Web social.

Lógico que fui abrir a ligação a correr pois o assunto é sempre de meu interesse. A decepção veio ao constatar que infelizmente nada do que ali foi escrito é relevante e pior chega a apresentar alguns erros, o que comprova que o autor (Gustavo Cardoso) pouco conhece da actual conjuntura e se meteu a escrever sobre o que não domina/conhece. Só por ser “moda”.

Ao comentar sobre a “verdade” disseminada e publicada nos meios tradicionais “dita pelos jornalistas (também aos professores e autores publicados e encadernados em papel)”, faz uma comparação com o fenómeno das publicações colectivas (aka Wikis) e chega à conclusão de que “temos que passar a ensinar na escola, e fora dela aos mais velhos, que os textos escritos e publicados (na internet) podem ou não valer, podem ou não dar-nos certezas, mas que devemos encarar a informação, toda, sempre como duvidosa até prova em contrário”.

Francamente! Ainda esqueceu-se de dizer que isso acontece com todos os outros meios de comunicação, seja jornais, televisão ou mesmo uma conversa no café! Somos todos obtusos ou o quê? Acho que o que vale é sempre o discernimento dos leitores.

Sobre o papel dos jornalista na nova era continua a insistir no erro e afirma “o jornalista, lentamente, está de novo num processo de valorização profissional enquanto alguém que, pela sua ética, pode ser considerado de confiança, porque o que ele escrever, disser ou filmar terá um valor diferente de muito do que é actualmente publicado. E se não podermos contar com essa ética profissional os nossos problemas serão muito maiores.

Quer dizer então que só o jornalista diz a verdade, e que nenhuma outra fonte de informação é válida só por uma questão de ética profissional? Desde quando isso é real? Quantos blogues o autor já visitou, o que conhece realmente sobre o assunto?

NADA!!! ABSOLUTAMENTE NADA! Limitou-se a colocar os nomes da moda: Hi5, Facebook, YouTube, etc. só para dizer que o que vale é o antigo e ultrapassado sistema de divulgação de informações!

E ainda termina o texto com esta máxima “E como sugeria Roger Silverstone: se não se comunicou publicamente nos media, então não existe” e eu pergunto-lhe: o terremoto da China? Só aconteceu porque MUITAS horas depois a televisão deu a notícia e os jornais publicaram no dia seguinte?

A Obercom deveria ter mais cuidado com o que publica e ser mais rigorosa na escolha dos editoriais, estão totalmente fora da realidade, ser formos analisar por este texto! Me irritei tanto que o resto da newsletter vou ler só no final da semana.

É que como amante incondicional das ferramentas e modelos mais avançados para a comunicação até me sinto frustrada por fazer tanta força para tentar entender e aprender a utiliza-las e acabar por constatar que a maioria das pessoas e do sector nem sequer fazem força para percebe-los e acham que entendem tudo!

PS.: Artigo escrito no calor da indignação!