Achei mais um artigo interessante sobre boa aplicação do Twitter como ferramenta de relações públicas das empresas. Agora o bom exemplo vem da Jet Blue, que utiliza o Twitter para o relacionamento com clientes e, pelo que pode-se perceber no texto, consegue responder rapidamente a qualquer questão.
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Gestão de crise na era dos blogues e micro-bloggings
Uma das principais vantagens que as consultoras de relações públicas podem obter de toda a tecnologia de comunicação disponível actualmente é justamente a rapidez de resposta quando o assunto é a gestão de crises e reputação.
Ainda dá-se os primeiros passos e são necessários muitos estudos, principalmente sobre como será utilizada a vertente da Social Media na comunicação. De qualquer forma já se pode observar alguns bons exemplos ao pesquisar pela internet.
Como foi mencionado na entrada anterior temos a utilização da ferramenta de micro-blogging Twitter como meio de suporte ao cliente. Já David Wilson no seu blogue “Social Media Optimization” dá-nos diversas dicas de gestão de reputação online. Entre todas vale destacar a entrevista que fez com Aaron Wall da SEObook.
É importante também lembrar que “o controle da comunicação em ambientes de Social Media não funciona”, de acordo com Geoff Livingston, CEO da Livingston Communications. Isso nos lembra justamente as frases “não mais se pode controlar a informação” e “a virtude da internet é que ela torna muito mais fácil a comunicação”, ambas de Luís Paixão Martins no encontro da Unicer.
Stephen Davies em seu artigo “Using social media in crisis comms” nos traz mais um exemplo de como conseguir boas reacções online e de como gerir bem uma crise ao mostrar como a uma companhia aérea norte-americana utilizou o YouTube para se desculpar com os clientes. O exacto oposto disso é o que a American Airlines têm demonstrado na gestão da crise provocada pelos cancelamentos de vôos e que pode ser conferido aqui.
Já agora procurei e não encontrei. Portanto, alguém sabe me indicar um bom exemplo de gestão de crise na era da Social Media em Portugal, ou ainda não temos nenhum? Eu só me lembro do péssimo exemplo da Optimus, também já mencionado por aqui.
O Twitter e o mercado da comunicação
Apesar de todo o poder de propagação de informação que a internet já provou deter ainda muito de seus utilizadores, em Portugal, desconhecem algumas de suas ferramentas, como o Twitter. E nem sempre esses indivíduos são apenas os curiosos, muitos profissionais do sector de comunicação não o utilizam, mesmo que estejam integrados em trabalhos com as novas tecnologias.
Eu mesma só comecei a utilizá-lo agora apesar de já ter a conta aberta desde Novembro de 2007. Primeiro não percebi como funcionava, depois esqueci e me desinteressei. Até que comecei a ver muitas referências ao serviço e, finalmente, comecei a me aprofundar no assunto e utilizar o Twitter com frequência.
Descobri muitos artigos interessantes como alguns que destaco abaixo. Mas esses são poucos exemplos, há muito mais para se descobrir e discutir. O último artigo que vi, hoje mesmo, foi o publicado por David Alston que defende que “não ter uma conta no Twitter é o mesmo que não dispor de um número de fax nos anos 80”.
Chris Brogan, também traz-nos muitos artigos e dicas em seu blogue. Inclusive alguns sobre a eficácia da aplicação como instrumento de comunicação entre empresas e seus clientes, fornecedores e colaboradores. Um bom exemplo é o Twitter utilizado como ferramenta de suporte ao consumidor, ou mesmo o, já muito difundido, caso do estudante que foi preso no Egipto e pediu ajuda pelo Twitter. Entre muitos outros.
Também Todd Defren, da SHIFT Communications, defende em seu blogue a utilização do Twitter como indispensável para os profissionais de relações públicas inclusive com um pequeno “guia” para quem quiser tentar.
Em Portugal a entrevista com Jeff Jarvis, para o jornal Público, agendada via Twitter mostra como alguns estão em sintonia com as novidades e sabem aplicá-la.
Além disso, já podemos encontrar alguns artigos sobre o o Twitter no blogue dos colaboradores da Lift, empresa do Grupo Bairro Alto, que enuncia algumas dicas sobre o micro-blogging.
E em seus artigos Bruno Amaral revela as possibilidades da aplicação e discute também todas a outras novas tecnologias de Social Media. Assim como, Carlos Duarte, que de uma forma despretensiosa resolveu compilar um “estudo” no qual define as características dos utilizadores do Twitter, conhecidos como Twitters.
Temos muitas possibilidades de aplicação para o Twitter. Mas tudo ainda é novidade e resta descobrir quais utilizações serão as estabelecidas para ficar e quais morrerão apenas como ideia. O que não podemos é deixar de aceitar como facto as mudanças e alterações que estas novas ferramentas trazem para o sector de comunicação.
Iniciativa exemplar
The Breakfast Club é uma nova comunidade na internet que tem por objectivo o debate e reflexão sobre os temas relacionados à comunicação em Portugal.
O nome já indica que se pretende organizar reuniões (Brunchs) que serão quinzenais. O primeiro Brunch será realizado no próximo dia 3 de maio, sábado, a partir das 10 horas, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Este primeiro encontro será sobre a importância da avaliação de métricas relacionadas com o impacto das acções de comunicação, offline e online.
A iniciativa é de alguns colaboradores do grupo Bairro Alto mas já conta com alguns outros profissionais e interessados do sector. Para mais informações sobre esta e futuras reuniões consulte o sitio da internet .
PS.: obrigada PR pela dica! 😉
Já agora – o que não se deve fazer
Estudo de Caso
Conforme o comentário de Filipe Marques aqui encontrei algumas iniciativas brasileiras que podem ser considerados “estudos de caso”.
Ao ler isso tento imaginar qual será a primeira empresa em Portugal que fará coisa semelhante. Ainda mais, imagino como será feito. Alguma da repercussão pode ser acompanha pelas discussões no Twitter.
Achei a idéia interessante e melhor ainda foi descobrir que lá do outro lado do atlântico temos algo deste género que parece estar ainda no começo da caminhada. Mas que promete.
Parece que já começam a entender
Parece que já começam a entender como funciona essa coisa dos blogues. É preciso agora acompanhar para verificar como se saem e o que colocam em prática.
Nota importante: vale sublinhar a seguinte frase “começaram a chegar cada vez mais briefings à agência para que fossem desenvolvidos projectos desta natureza”, explicou André Rabanea, director da Torke.
Foi preciso os clientes pedirem!
